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viernes, octubre 19, 2012

ALGO SOBRE LULA




Lula da Silva pasó por estos pagos, despertando un entusiasmo infeliz en la menos infeliz oposición, que siempre busca algún figurón forastero que le "baje línea" a su inopia mental. La línea que baja Lula se compone de un núcleo duro, resultante del Foro de São Paulo, que marca la picada por donde van Hugo Chávez y compañía, con el Eternéstor y lady Cri Cri incluidos, y una serie de bananitas deshidratadas para el macaquismo argentino: "la democracia es alternancia"; ""yo fui juzgado por el mensalão" (porque terminó su período con gran aceptación y el juicio sólo está alcanzando a su amigo Dirceu); la foto en IDEA: "en 10 años hicimos con Dilma y con Cristina más de lo que hicieron otros en 50 años en nuestros países", etc. Y otra vez Chávez, Evo et al. Pego, entonces, este trabajo del profesor Olavo de Carvalho (pueden ver más en www.olavodecarvalho.org) que apunta a poner las cosas en su lugar

Lula, réu confesso

Olavo de CarvalhoDiário do Comércio, 26 de setembro de 2005


Eu deveria estar grato ao sr. presidente da República. Quando praticamente a mídia nacional inteira se empenha em camuflar as atividades ou até em negar a existência do Foro de São Paulo, tachando de louco ou fanático aquele que as denuncia, vem o fundador mesmo da entidade e dá todo o serviço, comprovando de boca própria as suspeitas mais deprimentes e algumas ainda piores que elas.

O discurso presidencial de 2 de julho de 2005, pronunciado na celebração dos quinze anos de existência do Foro e reproduzido no site oficial do governo, http://www.info.planalto.gov .br/download/discursos/pr812a .doc, é a confissão explícita de uma conspiração contra a soberania nacional, crime infinitamente mais grave do que todos os delitos de corrupção praticados e acobertados pelo atual governo; crime que, por si, justificaria não só o impeachment como também a prisão do seu autor.

À distância em que estou, só agora tomei ciência integral desse documento singular, mas os chefes de redação dos grandes jornais e de todos os noticiários de rádio e TV do Brasil estiveram aí o tempo todo. Tendo sabido do discurso desde a data em que foi pronunciado, ainda assim continuaram em silêncio, provando que sua persistente ocultação dos fatos não foi fruto da distração ou da pura incompetência: foi cumplicidade consciente, maquiavélica, com um crime do qual esperavam obter não se sabe qual proveito.

O sentido destes parágrafos, uma vez desenterrado do lixo verbal que lhe serve de embalagem, é de uma nitidez contundente:

"Em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990... Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela. E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.
"Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política."

O que o sr. presidente admite nesses trechos é que:

1º. O Foro de São Paulo é uma entidade secreta ou pelo menos camuflada ("construída... para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política").

2º. Essa entidade se imiscui ativamente na política interna de várias nações latino-americanas, tomando decisões e determinando o rumo dos acontecimentos, à margem de toda fiscalização de governos, parlamentos, justiça e opinião pública.

3º. O chamado "Grupo de Amigos da Venezuela" não foi senão um braço, agência ou fachada do Foro de São Paulo (" em função da existência do Foro... foi que propusemos ao companheiro presidente Chavez ...").

4º. Depois de eleito em 2002, ele, Luís Inácio Lula da Silva, ao mesmo tempo que pro forma abandonava seu cargo de presidente do Foro de São Paulo, dando a impressão de que estava livre para governar o Brasil sem compromissos com alianças estrangeiras mal explicadas, continuou trabalhando clandestinamente para o Foro, ajudando, por exemplo, a produzir os resultados do plebiscito venezuelano de 15 de agosto de 2004 (" graças a essa relação foi possível construirmos a consolidação do que aconteceu na Venezuela "), sem dar a menor satisfação disso a seus eleitores.

5º. A orientação quanto a pontos vitais da política externa brasileira foi decidida pelo sr. Lula não como presidente da República em reunião com seu ministério, mas como participante e orientador de reuniões clandestinas com agentes políticos estrangeiros ("foi uma ação política de companheiros, não uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente"). Acima de seus deveres de presidente ele colocou sua lealdade aos "companheiros".

O sr. presidente confessa, em suma, que submeteu o país a decisões tomadas por estrangeiros, reunidos em assembléias de uma entidade cujas ações o povo brasileiro não devia conhecer nem muito menos entender.

Não poderia ser mais patente a humilhação ativa da soberania nacional, principalmente quando se sabe que entre as entidades participantes dessas reuniões decisórias constam organizações como o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros, e as Farc, narcoguerrilha colombiana, responsável segundo seu parceiro Fernandinho Beira-Mar pela injeção de duzentas toneladas anuais de cocaína no mercado nacional.

Nunca um presidente eleito de qualquer país civilizado mostrou um desprezo tão completo à Constituição, às leis, às instituições e ao eleitorado inteiro, ao mesmo tempo que concedia toda a confiança, toda a autoridade, a uma assembléia clandestina repleta de criminosos, para que decidisse, longe dos olhos do povo, os destinos da nação e suas relações com os vizinhos. Nunca houve, no Brasil, um traidor tão descarado, tão completo e tão cínico quanto Luís Inácio Lula da Silva.

A maior prova de que ele ludibriou conscientemente a opinião pública, mantendo-a na ignorância das operações do Foro de São Paulo, é que, às vésperas da eleição, amedrontado pelas minhas constantes denúncias a respeito dessa entidade, mandou seu "assessor para assuntos internacionais", Giancarlo Summa, acalmar os jornais por meio de uma nota oficial do PT, segundo a qual o Foro era apenas um inocente clube de debates, sem nenhuma atuação política (v. http://www.olavodecarvalho.org /semana/10192002globo.htm).

E agora ele vem vem se gabar da "ação política de companheiros", praticada com recursos do governo brasileiro às escondidas do Parlamento, da justiça e da opinião pública.

Comparado a delito tão imenso, que importância têm o Mensalão e fenômenos similares, senão enquanto meios usados para subsidiar operações parciais no conjunto da grande estratégia de transferência da soberania nacional para a autoridade secreta de estrangeiros?

Pode haver desproporção maior do que entre vulgares episódios de corrupção e esse crime supremo ao qual serviram de instrumentos?

A resposta é óbvia. Mas então por que tantos se prontificam a denunciar os meios enquanto consentem em continuar acobertando os fins?

Aqui a resposta é menos óbvia. Requer uma distinção preliminar. Os denunciantes dividem-se em dois tipos: (A) indivíduos e grupos comprometidos com o esquema do Foro de São Paulo, mas não diretamente envovidos no uso desses meios ilícitos em especial; (B) indivíduos e grupos alheios a uma coisa e à outra.

O raciocínio dos primeiros é simples: vão-se os anéis mas fiquem os dedos. Já que se tornou impossível continuar ocultando o uso dos instrumentos ilícitos, consentem em entregar às feras os seus operadores mais notórios, de modo a poder continuar praticando o mesmo crime por outros meios e outros agentes. O conteúdo e até o estilo das acusações subscritas por essas pessoas revelam sua natureza de puras artimanhas diversionistas. Quando atribuem a corrupção do PT, que vem desde 1990, a acordos com o FMI firmados a partir de 2003, mostram que sua ânsia de mentir não se inibe nem diante da impossibilidade material pura e simples. Quando lançam as culpas sobre "um grupo", escamoteando o fato de que as ramificações da estrutura criminosa se estendiam da Presidência da República até prefeituras do interior, abrangendo praticamente o partido inteiro, provam que têm tanto a esconder quanto os acusados do momento.

Mais complexas são as motivações do grupo B. Em parte, ele compõe-se de personagens sem fibra, física e moralmente covardes, que preferem ater-se ao detalhe menor por medo de enxergar as dimensões continentais do crime total. Há também o subgrupo dos intelectualmente frouxos, que apostaram na balela da "morte do comunismo" e agora se sentem obrigados, para não se desmentir, a reduzir a maior trama golpista da história da América Latina às dimensões mais manejáveis de um esquema de corrupção banal, despolitizando o sentido dos fatos e fingindo que Lula é nada mais que um Fernando Collor sem jet ski . Há os que, por oportunismo ou burrice, colaboraram demais com a ascensão do partido criminoso ao poder e agora se sentem divididos entre o impulso de se limpar do ranço das más companhias em que andaram, e o de minimizar o crime para não sentir o peso da ajuda cúmplice que lhe prestaram. Há os pseudo-espertos, que dão refrigério ao inimigo embalando-se na ilusão louca de que é mais viável derrotá-lo roendo-o pelas beiradas do que acertando-lhe um golpe mortal no coração. Há por fim os que realmente não estão entendendo nada e, com o tradicional automatismo simiesco da fala brasileira, saem apenas repetindo o que ouvem, na esperança de fazer bonito.

Peço encarecidamente a todos os inflamados acusadores anticorruptos das últimas semanas -- políticos, donos de meios de comunicação, empresários, jornalistas, intelectuais, magistrados, militares – que examinem cuidadosamente suas respectivas consciências, se é que alguma lhes resta, para saber em qual desses subgrupos se encaixam. Pois, excetuando aqueles poucos brasileiros de valor que subscreveram em tempo as denúncias contra o Foro de São Paulo, todos os demais fatalmente se encaixam em algum.

Seria absurdo imputar tão somente a Lula e ao Foro de São Paulo a culpa do apodrecimento moral brasileiro, esquecendo a contribuição que receberam desses moralistas de ocasião, tão afoitos em denunciar as partes quanto solícitos em ocultar o todo. Nada poderia ter fomentado mais o auto-engano nacional do que essa prodigiosa rede de cumplicidades e omissões nascidas de motivos diversos mas convergentes na direção do mesmo resultado: criar uma falsa impressão de investigações transparentes, uma fachada de normalidade e legalidade no instante mesmo em que, roída invisivelmente por dentro, a ordem inteira se esboroa.

A destruição da ordem e sua substituição por " um novo padrão de relação entre o Estado e a sociedade ", decidido em reuniões secretas com estrangeiros, tal foi o objetivo confesso do sr. Lula. Esse objetivo, disse ele em outra passagem do mesmo discurso, deveria ser alcançado e consolidado " de tal forma que isso possa ser duradouro, independente de quem seja o governo do país ".

O que se depreende da atitude daqueles seus críticos e acusadores é que, nesse objetivo geral, o sr. Lula já saiu vitorioso, independentemente do sucesso ou fracasso que venha a obter no restante do seu mandato. A nova ordem cujo nome é proibido declarar já está implantada, e sua autoridade é tanta que nem mesmo os inimigos mais ferozes do presidente ousam contestá-la. Todos, de um modo ou de outro, já se conformaram ao menos implicitamente em colocar o Foro de São Paulo acima da Constituição, das leis e das instituições brasileiras. Se reclamam de roubalheiras, de desvios de verbas, de mensalões e propinas, é precisamente para não ter de reclamar da transferência da soberania nacional para a assembléia continental dos "companheiros", como Hugo Chávez, Fidel Castro, os narcoguerrilheiros colombianos e os seqüestradores chilenos. É como a mulher estuprada protestar contra o estrago no seu penteado, esquecendo-se de dizer alguma coisinha, mesmo delicadamente, contra o estupro enquanto tal.

Talvez os feitos do sr. Lula e do seu maldito Foro não tenham trazido ao Brasil um dano tão vasto quanto essa inversão total das proporções, essa destruição completa do juízo moral, essa corrupção integral da consciência pública. Nunca se viu um acordo tão profundo entre acusado e acusadores para permitir que o crime, denunciado com tanto alarde nos detalhes, fosse tão bem sucedido nos objetivos de conjunto " sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem ".

martes, septiembre 29, 2009


PERDIENDO PIE EN HONDURAS





En una entrega anterior –“Metiéndose en Honduras”- especulé, a partir de unas declaraciones de Mel Zelaya en que le pedía a Barak Obama medidas de retorsión contra su país, con que se intentase constituir una nueva Santa Alianza contra el Congreso y la Corte hondureñas, con los EE.UU y la UE como partícipes. Al fin, la Santa Alianza se formó realmente, con Lula da Silva como nuevo Metternich, y el propio Zelaya, “abrigado” en la embajada de Brasil en Tegucigalpa, esperando ser restaurado con gloria y majestad en su trono tropical, una vez depuestos y castigados los usurpadores. Todo con el aplauso europeo, el visto bueno del presidente norteamericano, que quiere sacarse cuanto antes este incordio de encima, y un coro de partiquinos regionales, donde descuella nuestra presidente.

Cualquier observador con libertad íntima e independencia práctica, examinados los hechos, concluye que en Honduras no hubo un golpe de torvos militares para echar a un presidente regularmente electo, sino un fallido golpe de un presidente regularmente electo para fabricarse una reelección prohibida por el texto constitucional de aplicación (art. 239). Ello llevó a un conflicto de poderes entre el presidente, de un lado, y el Congreso y la Corte Suprema por otro, que –en un país que no cuenta con el instrumento del juicio político- condujo a la destitución del titular del Ejecutivo por el Congreso, lo que fue ratificado por la Corte que, además, inició una causa contra aquél. El mismo Zelaya renunció a la presidencia y un destacamento militar lo apresó y lo expatrió de hecho, metiéndolo en un avión rumbo a Panamá. Que esto último fue contrario a derecho, también es claro, ya que correspondía, en todo caso, ponerlo derechamente a disposición de los jueces de su causa. Por otra parte, la propia constitución hondureña, en su art. 10, prohíbe que un ciudadano sea expatriado. En resumen, ante el intento del presidente de violar la constitución en cuanto quería introducir la reelección y el cese de la alternabilidad en el ejercicio del poder ejecutivo (cuya infracción en el art. 4º de la citada constitución es considerada traición a la patria), se procedió a su destitución por vía legal, incurriéndose luego en una antijurídica deportación de Zelaya en lugar de someterlo a sus jueces naturales. Así las cosas, es obvio que se trataba de una cuestión del resorte de los hondureños y que sólo estos estaban en condiciones de resolver, máxime cuando, en el próximo mes de noviembre, deben realizarse elecciones para la renovación presidencial, que el gobierno provisorio no ha suspendido ni postergado. A los demás países sólo les correspondía respetar los principios de autodeterminación y no intervención en los asuntos ajenos. No “meterse en Honduras”, expresión que en nuestra lengua significa que alguno se inmiscuye en lo que no le importa. Lo más indicado, en todo caso, era procurar, por medio de los buenos oficios diplomáticos, ya por la OEA o por los principales países de la región, que el entuerto discurriera por vías pacíficas.

Nada de esto ocurrió. La situación fue pintada por Zelaya, en versión inmediatamente recogida por los medios, los gobiernos y la propia OEA, como un inaceptable atentado a la regularidad democrática hondureña. Los “golpistas” fueron acusados de usurpar el poder por las armas y de desencadenar una persecución contra el “pueblo hondureño”, que se decía añoraba al caudillo talludo de pelo teñido bajo el sombrero ranchero, como los americanos decíamos añorar a Fernando VII, el “Deseado”, hace doscientos años. Obama, preocupado por el embrollo afgano, los bombardeos a Pakistán (treinta y siete hasta el 27/09) y por perpetrar en la cárcel de Bagram (Afganistán), a escondidas, lo mismo que salió a la luz en Guantánamo o en Abu Ghraib, encontró un alivio inmediato en condenar el “golpe” ante los micrófonos. Hugo Chávez, seguido de cerca por Evito, Correa y Ortega, celebró denostar a unos villanos que lo eximen momentáneamente de desempeñar ese papel algo fatigoso. Los capitostes de la UE festejaron encontrar un chivo expiatorio en área bananera, y contribuyeron al barullo para olvidarse un rato de sus propios problemas. Nuestra presidente, ya se sabe, de la boca y del país para afuera, compra todos los discursos propicios a las almas bellas, en la onda de los salmos edificantes que entona el bajo clero de la progresía. En fin, todo el mundo se pudo crear, a bajo costo, una buena conciencia y rehacer una virginidad a partir de unos honduqué? perdidos en el mapa de tierras calientes. Hasta la OEA, templo de la inutilidad y asiento de la ineptitud, por secretario general interpuesto desenvainó la faca y se le fue al humo a los honduritas, expulsando al país de la organización, propiciando sanciones que recaen en el pueblo afectado, exigiendo restituciones y otras demasías, que –casualmente- son del mismo tenor que las que, por resultar atentados al buen sentido, la autodeterminación y la no intervención, fueron levantadas a Cuba, por el mismo organismo, en junio de este año. Mayor coherencia, don Insulza, imposible.

Cuando Zelaya paseaba su sombrero y su tintura por diversas tribunas de la región, un poco a la manera de aquel Bertoldo medieval que buscaba un árbol para ahorcarse y no encontraba ninguno satisfactorio, y el coro se había puesto de acuerdo en la barbaridad de no reconocer siquiera las elecciones de noviembre, a las que concurre el propio partido del Mel, como si fuésemos pocos, alumbró el Brasil. O simpático malandro Zelayita apareció arropado en la embajada brasileña en Tegucigalpa, desde donde incita a la batalla final contra los usurpadores, mientras su legítima denuncia que Micheletti manda gas venenoso por las cañerías al reducto, a la manera de un Putin subtropical y, visiblemente, con escaso efecto. Hugo Chávez se parachutó sobre la iniciativa y dijo que era de él, que los bolivarianos lo habían llevado, con lo que no le hizo ningún favor a Lula, si es que los venezolanos pueden utilizar las embajadas de la República Federativa del Brasil a manera de albergues transitorios para políticos centroamericanos defenestrados. Supongamos que no es así y Huguito, como siempre exagera: va embora. Supongamos que Brasil, líder regional aspirante a quinta potencia mundial y a su sillita en el Consejo de Seguridad, salió a la cancha. Sale, pasándose por el arco de triunfo la autodeterminación de los pueblos y el principio de no intervención, a convertir su sede diplomática en tribuna de Zelayita. Sale a designar oficialmente como usurpador al actual gobierno. Sale a decir que las elecciones –el recurso para apaciguar el conflicto- no tendrán lugar. Sale a propiciar algo que se llama “intervención”, o casi mejor invasión. Crea el estado de excepción con el albergue a Zelayita y se queja después del estado de sitio como respuesta. Pero, garotos, ése es el libreto de la USA, Yanquilandia, Gringolandia o Invadoladia, como me apunta el compañero Pino Solanas. Campeones en el fútbol, desde luego. Líderes regionales, de acuerdo. ¿Pero la de Harrison Ford y Bruce Willis también? ¿Se vienen con la dirección de Tarantino? ¿Se les perdió en Tegucigalpa algún soldado Ryan de Copacabana? Pare la mano, don Luiz Inacio. Si no, ¿qué nos deja a los progres? ¿Vamos a tener que renunciar al samba, a la caipirinha y a Sonia Braga por “imperialistas”? Pare la mano, amigo Lula.-
En la imagen, estatuta de Zelaya provisoriamente trasladada